Quanto custa tráfego pago? Depende da meta que você quer atingir, dos canais, do objetivo da campanha e do nível de qualificação que você exige dos contatos. Os meus planos começam em R$ 2.000 por mês, em um pacote que inclui a mídia que faz o anúncio aparecer e o trabalho de gestão. Em campanhas de divulgação, esse investimento faz a sua marca aparecer para 30 a 50 mil pessoas todos os meses, no Instagram Ads ou no Google. O alcance exato muda com o público e o objetivo, e o orçamento do seu caso eu fecho na conversa de diagnóstico.
Aqui você vê o que faz o investimento variar, como ler uma proposta e a partir de quando o investimento faz sentido. Para o básico do que a gestão inclui, comece pela página de agência de tráfego pago.
Quanto custa tráfego pago: o que faz o investimento variar
O investimento em mídia é o que faz o anúncio aparecer, e o tamanho dele depende do que você quer alcançar. Quem compara preços de tráfego pago sem olhar esses quatro fatores compara coisas diferentes:
| Fator | O que significa | Como mexe no investimento |
|---|---|---|
| Meta | Quantos clientes, contatos ou pessoas alcançadas você quer por mês | Meta maior pede mais anúncio no ar e, portanto, mais investimento em mídia |
| Canais | Busca, redes sociais, YouTube, um ou vários | Cada canal tem estrutura, criativo e medição próprios |
| Objetivo | Ser mais conhecido, atrair contatos ou vender direto | Alcance, geração de leads e venda pedem trabalhos e custos por resultado diferentes |
| Qualificação | O quanto o contato precisa estar pronto para comprar | Quanto mais filtrado o público, menor o volume e, em geral, maior o custo por contato |
Uma boa proposta, de qualquer agência, diz o que o valor inclui e o que ele deve entregar. Se vier só um número, peça a descrição do que está dentro: é a primeira forma de saber o que você está comprando.
Por que o custo do anúncio muda de conta para conta
Na minha experiência, o custo de cada clique, de cada mil exibições ou de cada contato muda com a concorrência naquele momento, com o público escolhido e com o objetivo da campanha. Por isso eu desconfio de qualquer tabela de “custo médio por clique” que promete servir para o seu caso.
O que serve é a conta com os números da sua própria operação. A fórmula, de trás para frente:
- Quantos clientes novos você quer por mês? Esse é o ponto de partida.
- Quantos leads são necessários? Divida os clientes pela taxa com que o seu comercial fecha. Exemplo hipotético: se 1 em cada 5 leads fecha, para 10 clientes você precisa de 50 leads.
- Quantos cliques são necessários? Divida os leads pela taxa de conversão da sua página. Exemplo hipotético: se 1 em cada 20 visitas vira lead, 50 leads pedem 1.000 cliques.
- Quanto custa cada clique? Esse número vem da sua conta, depois de algumas semanas de campanha rodando. Investimento em mídia necessário = cliques necessários × custo por clique. No Google, segundo a Central de Ajuda do Google Ads, o custo por clique depende do leilão (lance, qualidade do anúncio e da página de destino, e concorrência), e o orçamento diário é uma média: o limite mensal é de 30,4 vezes o diário, para a maioria das campanhas.
Repare que duas das quatro variáveis, a taxa de fechamento e a conversão da página, não dependem da plataforma. Muita campanha parece cara porque a página converte pouco ou porque o lead demora a ser atendido, e nenhum ajuste de lance resolve isso. Antes de discutir o preço do clique, olhe esses dois números.
Se você ainda está decidindo onde anunciar, o comparativo Google Ads ou Meta Ads mostra o critério de escolha. Quando o canal é a busca, a página de agência de Google Ads detalha como eu trabalho nele.
O que está por trás do investimento: as sete entregas
Quem paga só por “subir anúncio” paga pouco e descobre o custo depois. Um trabalho sério tem sete entregas, e cada uma tem um motivo para existir no preço:
| Entrega | O que é | O que acontece quando falta |
|---|---|---|
| Diagnóstico e metas | Quanto vale um cliente, qual a margem e qual custo por cliente fecha a conta | A campanha não tem critério de sucesso e todo resultado parece bom ou ruim por acaso |
| Rastreamento | GA4, Tag Manager, conversões offline e API de conversões | A plataforma otimiza para o clique errado e você não sabe o que virou venda |
| Estrutura de campanhas | Públicos, palavras-chave, orçamento por campanha e regra de lance | A verba se espalha e nenhuma campanha ganha volume |
| Criativos | Texto, imagem e vídeo, com variações para testar | O anúncio cansa o público e o custo sobe sem explicação |
| Página de destino | Onde o clique vira contato | Você paga a visita e perde o contato |
| Otimização semanal | Cortar o que não converte, ampliar o que converte, testar uma hipótese por vez | A conta fica parada e o desperdício se acumula |
| Relatório | Números que ligam a mídia ao resultado de negócio | Você decide verba olhando clique, não cliente |
Na prática, é aqui que as propostas diferem. Uma cobra pouco e entrega só parte das sete. Outra cobra mais e entrega as sete com um time completo por trás: head de performance, designer, videomaker e coordenação de SEO. Pergunte, entrega por entrega, quem faz e como você confere. O detalhamento do que a gestão inclui está na página de agência de tráfego pago.
Modelos de cobrança: fee fixo, percentual da verba e híbrido
Entre as agências, existem três formas comuns de cobrar o trabalho. Nenhuma é a certa para todo caso; cada uma tem um risco que você precisa conhecer:
| Modelo | Como funciona | Risco principal | O que perguntar |
|---|---|---|---|
| Fee fixo | Valor mensal combinado pelo escopo | Pagar por escopo que não é entregue | O que está incluído e como eu confiro cada entrega? |
| Percentual da verba | A cobrança acompanha o tamanho do investimento em mídia | Quem gerencia ganha mais quando você gasta mais, sem relação com o resultado | O percentual muda se eu aumentar a verba? O que muda no trabalho? |
| Híbrido | Parte fixa mais parte variável | A parte variável depender de uma métrica mal definida | Qual métrica, medida onde, e quem tem acesso a ela? |
Em qualquer modelo, três regras de leitura. Peça o valor por escrito. Peça o que entra e o que fica de fora (na minha experiência, criativos e vídeo costumam ser o ponto escondido). E confira como são tratados os impostos, porque na minha experiência é um custo que aparece só na hora de pagar.
Sobre o mercado, o dado que existe é este: segundo o Panorama de Agências e Consultorias 2026 da RD Station, o fee mensal fixo, que aparecia em 74% das agências e consultorias pesquisadas em 2024, apareceu em 32% em 2025. Leia com cuidado: a pergunta aceita mais de uma resposta, quem respondeu foram agências e consultorias de marketing em geral, não só de tráfego pago, e a pesquisa não mede percentual sobre a verba. Não dá para concluir que o fee fixo acabou. Dá para concluir que não existe modelo padrão, e que por isso a proposta tem de vir clara.
O que mais mexe no escopo
Além da meta, dos canais, do objetivo e da qualificação, o preço muda com o tamanho do trabalho, não com uma tabela. Estes são os outros fatores que mais mexem no escopo:
- Objetivo na prática. Reconhecimento envolve alcance, vídeo e remarketing; geração de leads envolve qualidade de lead e integração com o comercial; venda direta envolve catálogo, margem e recuperação de quem não comprou.
- Volume de criativo e vídeo. Quanto mais variações e mais vídeo, mais produção. É o item que mais cresce quando a campanha escala.
- Ciclo de venda. Quando a venda leva meses, o relatório precisa acompanhar o lead até o CRM, e isso exige mais trabalho de integração e de leitura.
- Maturidade do rastreamento. Se a conta já mede conversões e vendas corretamente, o trabalho começa na otimização. Se não mede, o primeiro mês é de construção.
- Nível de atendimento. Quem atende e responde pelo projeto, e quantas contas essa pessoa carrega ao mesmo tempo.
Quanto o mercado de agências cobra, segundo a pesquisa
Sobre ticket por cliente, o dado público mais próximo é, de novo, o da RD Station. No Panorama de Agências e Consultorias 2026, 34% das agências e consultorias informaram ticket médio de até R$ 2 mil por cliente em 2025, e 18% informaram acima de R$ 15 mil (349 respondentes, resposta única). Esse ticket é de agências de marketing em geral, não só de tráfego pago, e não inclui a verba de mídia.
Como contexto de tamanho do mercado: segundo o estudo Digital AdSpend 2026 do IAB Brasil com o Ibope, o investimento em publicidade digital no país chegou a R$ 42,7 bilhões em 2025, alta de 12,7%. Redes sociais (55%) e busca (26%) concentram 81% desse valor. É por isso que a agência que você contratar precisa dominar pelo menos Meta e Google.
O que eu tiro disso para você: o valor pago a uma agência varia muito, então o preço sozinho não diz nada. Pergunte quantas horas, quais entregas e quem da equipe atende a sua conta. Compare propostas pelo escopo.
A partir de quanto vale a pena (e quando não vale)
Os meus planos começam em R$ 2.000 por mês (o alcance e a ressalva estão no início da página). Esse número é de alcance, não de venda: não é promessa de lead nem de faturamento.
Para saber se faz sentido no seu caso, responda três perguntas antes de investir:
- O site ou a página converte? Se de cada 100 visitas quase nenhuma vira contato, mais visitas só aumentam o desperdício. Arrume a página primeiro.
- A conta fecha? Se o ticket do produto é baixo demais para pagar o custo de aquisição, nenhuma otimização resolve. Calcule a margem por cliente antes de ligar a campanha.
- Há verba para volume? Segundo a Central de Ajuda do Google Ads, o aprendizado depende do volume de conversões, do tempo do ciclo de conversão e da estratégia de lances. Na documentação da Meta para anunciantes, o conjunto de anúncios precisa de um mínimo de cerca de 50 eventos de otimização em 7 dias para estabilizar o aprendizado. Verba pequena demais, espalhada em muitas campanhas, não gera esse volume, e você termina sem dado para decidir.
Sou seletivo, e isso protege os dois lados. A gestão que ofereço é para empresas que já vendem, têm orçamento para investir em anúncios e querem mais cliente novo com previsibilidade. Se você é profissional autônomo ou liberal ou está começando do zero, este não é o melhor caminho; e se o menor preço é o critério, este não é o melhor caminho.
Um exemplo do que significa medir o que importa: no trabalho com a Vitao, o custo de aquisição caiu 59%, com o tráfego pago como parte da estratégia, junto com outras frentes, e não como mérito só da mídia.
Antes de assinar: o que perguntar sobre o preço
Leve esta lista para qualquer proposta, inclusive a minha, e peça as respostas por escrito:
- Como a agência cobra e o que entra? Fixo, percentual ou híbrido, e as sete entregas, uma a uma.
- O que o valor cobre? Peça a descrição do que está dentro do número (mídia, criativos, ferramentas, relatórios) e do que fica de fora.
- Quais são o prazo do contrato, a multa e o aviso prévio? Leia o que acontece com contas, criativos e dados quando o contrato termina.
- Como ficam os impostos? Pergunte o que incide sobre o valor total e quem emite a nota. Na minha experiência, é a pergunta que menos gente faz e a que mais gera surpresa.
- A conta de anúncios é do seu nome? Segundo a Central de Ajuda do Google Ads, quando a agência cria a conta pela conta de administrador (MCC) dela, ela se torna automaticamente a proprietária. O caminho seguro é criar a conta com o e-mail da sua empresa e só depois aceitar o convite de vínculo.
- Você terá acesso total à conta? Peça acesso direto e mantenha pelo menos um administrador da sua empresa na conta.
- Quem atende e responde pelo projeto? E se essa pessoa muda no meio do contrato.
O guia como escolher uma agência de tráfego pago aprofunda essas perguntas, com o que é resposta boa e ruim.
Quanto custa ter o dono à frente da conta
Atendimento direto do dono tem custo, e eu não vou fingir que não. O valor reflete duas coisas: a estrutura completa de uma agência, com head de performance, designer, videomaker e coordenação de SEO, e a atenção sênior de quem responde pelo projeto, com poucos clientes por vez.
Na prática, você não paga um intermediário que repassa recado. Quem está na conversa decide, e o responsável é o mesmo do início ao fim do contrato. O contrato é emitido pela Vince Marketing, e o resto da conversa é comigo.
Sobre resultado, eu alinho a expectativa antes de você fechar, com uma previsão do que é realista para o seu caso. Os primeiros sinais aparecem nos primeiros dias: quantas pessoas chegam à sua página de produto ou serviço, de onde vêm, quanto custa cada visita e quantas saem sem fazer nada. Em campanhas de divulgação isso é imediato. Resultado de venda depende da meta: começar a ter um novo canal de geração de oportunidades é um objetivo, multiplicar o faturamento é outro, bem mais exigente. Só fecho com quem está de acordo com a expectativa que combinamos, e não prometo venda.
Se o seu cenário combina com o que descrevi, a conversa de diagnóstico é o caminho. Se não combina, eu também digo.




